Bill Gates acredita que pobreza mundial pode deixar de existir até 2030

Por Redação | em 23.01.2016 às 13h40

Bill Gates

Desde que deixou a diretoria da Microsoft, Bill Gates se dedica praticamente de forma exclusiva a causas filantrópicas. E em um artigo publicado nesta semana, fez uma previsão bastante otimista. Para ele, é possível erradicar de forma completa a pobreza extrema em todo o mundo até 2030.

Para fortalecer sua tese, Gates se baseia em dados de desenvolvimento humano coletados por sua fundação e outras instituições desde o começo dos anos 2000. O que se vê, explica, é uma redução de mais de 50% nas mortes maternas durante o parto e também nos falecimentos relacionados à malária, uma das principais doenças a assolarem a África. 

Mas mais importante do que tudo isso é a queda de mais de 60% no total de cidadãos do mundo vivendo em condições de “pobreza extrema”. Na visão definida universalmente pelo Banco Mundial, esse caráter representa a sobrevivência com uma renda de menos de US$ 1 por dia, na conversão para moedas locais. Para Gates, é aqui que está o grande x da questão, capaz de modificar o quadro de miséria em países subdesenvolvidos.

Nestas nações, também, estão as grandes oportunidades para desenvolvimento humano. Para o fundador da Microsoft, a vida da população nestas regiões melhorará mais nos próximos 15 anos do que em qualquer outro período histórico. Isso se dará por meio de uma evolução cada vez mais veloz em sistemas de saúde e tecnologia, que facilitarão o acesso à medicina básica e saneamento básico, na mesma medida em que os cidadãos se tornam mais conscientes de seu papel social e na administração pública.

Para que esse movimento acelerado continue a acontecer, entretanto, Gates reforça a necessidade de serviços essenciais, expansão econômica consciente e iniciativas de planejamento familiar e profissional. Além disso, ele pede que os governos deem uma atenção espacial à isenção de impostos e redução de preços em produtos eletrônicos, como tablets e smartphones, e também projetos científicos relacionados à saúde e educação, consideradas no artigo como as duas grandes portas que levam à redução da pobreza e da desigualdade.

Fonte: Project Syndicate

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