Autoridades chamam a atenção para crimes ligados ao Tinder e Grindr

Por Redação | em 11.01.2016 às 15h11 - atualizado em 13.01.2016 às 12h13

Tinder

Os aplicativos que promovem encontros sexuais ou românticos entre os usuários são, agora, motivo de atenção para a polícia. De acordo com relatos das autoridades do Reino Unido, mais de 600 ocorrências de crimes relacionados a softwares como Tinder e Grindr já foram registrados apenas no país, e elas pedem cautela na marcação de reuniões com estranhos.

De acordo com os números, os casos mais comuns são de estupro ou violência, no caso do Tinder, e extorsão, quando se fala no Grindr, um aplicativo dedicado exclusivamente à comunidade homossexual. Além disso, existem relatos de softwares desse tipo sendo usados por operadores de esquema de prostituição infantil e também de tentativas de homicídio, relacionadas a encontros que não foram tão bem quanto os envolvidos esperavam.

Para a polícia, trata-se de um efeito do incentivo dado por tais soluções aos encontros com estranhos, principalmente em busca de sexo casual. Nesse caso, ambas as partes já vão direto “ao que interessa” e logo marcam de se ver, sem saber exatamente com quem estão lidando e nem mesmo se as fotos e informações exibidas no aplicativo são reais. E é durante o encontro que as coisas podem terminar não tão bem assim.

Já existem também algumas condenações relacionadas ao uso dos softwares. Em agosto, um casal de Gloucester, na Inglaterra, foi preso após tentar extorquir um homem casado que estaria em busca de encontros pelo Grindr. Um professor, também inglês, recebeu uma pena de cinco anos de prisão após ter tentado abusar de um adolescente de 14 anos que conheceu no mesmo aplicativo.

Para as autoridades, o principal crime aqui é o de extorsão, já que existe muita gente casada ou estabelecida na sociedade utilizando os softwares para encontros discretos. Sendo assim, a indicação para quem os utiliza é que tome muito cuidado e marque encontros apenas em lugares públicos. Caso algo aconteça, o ideal é procurar as autoridades imediatamente e também grupos de apoio a vítimas de violência.

Em contato com o Canaltech por meio de sua assessoria, o Tinder se defende dizendo não estar imune a pessoas mal-intencionadas, mas que elas representam "uma minúscula parcela" da experiência do serviço. "Pessoas mal intencionadas existem em cafeterias, livrarias, nas redes sociais e em aplicativos. O Tinder se tornou uma das maiores plataformas sociais do mundo, responsável por 10 bilhões de conexões nos últimos anos e, apesar de não estarmos imunes a estas pessoas, é fato que elas representam uma minúscula parcela das nossas experiências", argumenta.

Além disso, a companhia dá uma dica para os usuários ficarem longe de problemas. "Nós levamos a segurança de nossos usuários muito a sério e continuamos a alertá-los sobre a importância de estarem sempre alertas, prestando atenção nas nossas dicas básicas de segurança, usando o senso comum nas interações e reportando qualquer atividade suspeita na opção 'Denúncia', no menu disponível na tela de conversas".

Fonte: The Telegraph

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