102

Os 10 melhores jogos de 2012

Por Caio Carvalho RSS | 18.12.2012 às 12h05

Far Cry 3

Com altos e baixos, 2012 foi o ano em que vimos muitas novidades no mundo dos games. Títulos inéditos surgiram com propostas inovadoras; franquias queridas pelo público perderam ainda mais a própria identidade; até o Brasil foi palco de investimentos, com vários jogos dublados para o nosso idioma. Também foi um período decisivo para estúdios, produtoras e desenvolvedores mostrarem do que o final da geração é capaz.

E não há como negar: 2012 fez bonito no quesito lançamentos, para todos os tipos de jogadores. Muitos deles com certeza ainda estão se divertindo com seus games favoritos, e nós, que testamos todos eles, decidimos eleger os 10 títulos que mais marcaram neste ano (ou neste mundo?) que está prestes a acabar.

Então aproveite que o apocalipse é só na sexta-feira e veja os 10 melhores jogos do ano antes dele chegar!

10. Borderlands 2 (PC, PS3, Xbox 360)

Misturando RPG com ação cooperativa e muitos tiroteios, Borderlands 2 é a sequência do aclamado game da Gearbox lançado em 2009, e traz uma excelente e divertida experiência para os fãs de jogos em primeira pessoa.

O jogador começa escolhendo um entre quatro personagens disponíveis, cada um de classes diferentes: Assassin, Commando, Gunszerker e Siren. A trama acontece novamente em Pandora, um enorme mundo com ares futuristas. Quando os heróis são traidos pelo ditador Handsome Jack e abandonados para morrer, eles partem numa jornada para encontrar o inimigo e recuperar o Vault, um artefato que transformou em mineral toda a superfície do planeta.

Os controles são os mesmos de games como Call of Duty e Battefield, mas Borderlands 2 se diferencia de seus concorrentes pelo bom humor das partidas. Os personagens são engraçados e sempre têm uma piada pronta para fazer o jogador dar risada. O título fica ainda melhor se jogado no modo cooperativo - sem desprezar a campanha single player, é claro.

9. Call of Duty: Black Ops II (PC, PS3, Xbox 360, Wii U)

No quesito vendagens, não tem como discutir: com Black Ops II, Call of Duty manteve seu legado como a série de maior vendagem de todos os tempos no mundo do entretenimento. Só nas primeiras 24 horas, o título arrecadou mais de R$ 1 bilhão em todo o planeta.

Continuando a história do game anterior, de 2010, a Activision e os estúdios da Treyarch trouxeram duas fases diferentes para o novo jogo: a primeira se passa nos anos 1980, durante a Guerra Fria, com os personagens do primeiro Black Ops. Já a segunda acontece numa guerra futurista do ano de 2025, nos Estados Unidos, com super-soldados americanos. Em ambos os períodos, os combatentes precisam deter o vilão Raul Menendez, que usou o avanço tecnológico e grandes armas de fogo para criar uma nova guerra.

Apesar da campanha single player não desapontar, o carro-chefe de Call of Duty continua sendo o modo multiplayer. Usando um sistema de acúmulo de pontos, o jogador pode liberar novas armas e habilidades conforme sobe de nível, para personalizar o personagem. Além disso, o game marca o retorno do Modo Zumbi, que apareceu no Black Ops original.

Vale lembrar, também, que Call of Duty: Black Ops II foi dublado para o português.

8. Assassin's Creed III (PC, PS3, Xbox 360, Wii U)

A Ubisoft trouxe a guerra contra os templários para uma nova época e com um novo protagonista: Connor, filho de uma indígena com um britânico, e peça chave na conclusão do destino da humanidade nas mãos do personagem Desmond.

Ao contrário de Altair e Ezio, Connor tem uma personalidade mais carismática, que é construída durante cada sequência do jogo - coisa que não foi vista nos games anteriores. Ele, que tem uma forte relação com a natureza, precisa atravessar locais como matas, florestas e fortes, além de realizar inúmeras missões no gigantesco mundo aberto das cidades de Boston e Nova York. Tudo para ajudar o país em um dos capítulos mais importantes da história dos Estados Unidos: a Revolução Americana.

Além de incríveis visuais gráficos, Assassin's Creed III reproduz com louvor o período colonial americano daquela época e o insere dentro da franquia sem alterar sua essência. É primoroso ver que a Ubisoft se preocupou com os mínimos detalhes para entregar um jogo intacto em sua trama, incluindo fatos como a festa do chá de Boston e a cavalgada de Paul Revere para alertar o povo.

Mas o verdadeiro destaque fica com as missões navais, inéditas na série. Assim como missões de perseguição, os combates em alto mar são emocionantes, e dão uma nova perspectiva sobre como funcionavam as embarcações daquela época.

7. Diablo III (PC)

Foram quase doze anos de espera, mas a Blizzard quebrou o jejum e lançou em 2012 a terceira parte de Diablo III, um dos jogos de RPG mais cultuados do planeta e exclusivo para PC.

O cenário é o conhecido mundo de Santuário, visto no segundo game. Vinte anos depois dos heróis derrotarem os demônios Mephisto, Baal e Diablo, uma nova ameaça ressurge após a destruição da Worldstone, a pedra que protegia os habitantes de Tristam de forças malignas e celestiais.

O título não traz mecâncas muito diferentes de seus antecessores. Basicamente, consiste em vasculhar os ambientes em busca de tesouros, eliminar grupos de inimigos e aumentar os poderes do seu personagem conforme avança, podendo escolher um herói entre cinco classes disponíveis: Arcanista, Bárbaro, Caçador de Demônios, Feiticeiro e Monge.

Mas a verdadeira experiência de Diablo III é saber que, finalmente, o jogo saiu do papel em 2012. Além disso, é o primeiro game da franquia a vir com dublagem para o português brasileiro e também a Casa de Leilões, totalmente para o nosso idioma, onde os jogadores podem comprar, trocar ou vender itens com outros usuários.

6. Mass Effect 3 (PC, PS3, Xbox 360, Wii U)

Outro game do "ano do três" (Diablo III, Assassin's Creed III, Far Cry 3, Max Payne 3) foi o capítulo final da trilogia Mass Effect, série de ficção científica criada pela Bioware em 2007, e que finalmente trouxe um desfecho para a saga do comandante Shepard.

Com um ótimo sistema de classes, o game de ação e RPG trouxe muitos outros planetas, galáxias e tribos para explorar. Decisões importantes, que terão influência do começo ao fim, precisam ser tomadas para evitar que o universo seja destruído pelos Reapers, uma raça de criaturas sintéticas que iniciaram um novo ciclo de extinção para erradicar toda a vida orgânica.

Se por um lado Mass Effect 3 conclui de forma épica os acontecimentos dos primeiros jogos, por outro, muita gente não aprovou os finais diferentes - que de diferentes não são quase nada. De fato, algumas perguntas ficaram sem respostas, mas esta não é a verdadeira experiência: em uma história como a de Mass Effect, não adianta prestar atenção apenas aos momentos finais, pois o todo o enredo traz pontos chaves para concluir a trama, que vale a pena do começo ao fim.

5. Halo 4 (Xbox 360)

Desenvolvido pela 343 Industries, Halo 4 fecha com chave de ouro a produção da série para o Xbox 360, já que o próximo título, que já está em fase inicial, será lançado para o novo console da Microsoft.

A trama começa logo após os eventos de Halo 3. Master Chief, que entrou em uma cápsula e descansou por quatro anos, é acordado pela inteligência artificial Cortana, que pede sua ajuda para impedir que uma nova ameaça destrua a humanidade. O enredo é construído em cima de belíssimos visuais, tanto dos personagens quanto dos cenários; dá vontade de parar o game para prestar atenção nos detalhes gráficos de cada um deles.

Velhos e novos inimigos aparecem para dar dor de cabeça ao protagonista, com muita ação em muitas fases. Mas, ao mesmo tempo, Halo 4 é um game muito mais intimista que seus antecessores. Pela primeira vez, podemos entender melhor a relação de Chief com sua companheira digital Cortana - ainda mais pelo fato de que, em uma das missões, é preciso voltar à Terra para tentar salvá-la. Por outro lado, é possível aprender mais sobre a individualidade dos dois personagens, que parecem redescobrir o sentido da vida até o final da história.

Também dublado para o português, o título apresenta um modo multiplayer impecável, repleto de novas modalidades. Existem os tradicionais mata-mata, mas também missões que exigem planejar estratégias, e não apenas eliminar os adversários.

4. Journey (PS3)

Desenvolvido pela produtora independente thatgamecompany, Journey é um dos títulos mais envolventes já criados para o PlayStation 3, diferente de tudo o que já foi feito.

No controle de um personagem sem nome, apenas coberto por um véu, a aventura acontece em um gigantesco deserto. Não há armas, vidas e nem pontuação: o único objetivo é explorar as dunas de areia em busca de pistas sobre uma antiga civilização extraterrestre, mas também procurar por itens luminosos que aumentam a capacidade de voar.

A questão é que, em meio a essa proposta sem grandes dificuldades, está a verdadeira experiência: sentir o que o ambiente quer dizer. Isso mesmo, sentir. Pois, ao contrário de grandes blockbusters da indústria, Journey se trata mais de mais uma viagem ao emocial e filosófico, a combinação de uma jornada por um deserto interminável com a descoberta de um mundo totalmente novo e imenso, no qual outros usuários online estão inseridos - e que também podem te ajudar a encontrar o desconhecido.

A sensação de vivenciar o game é ainda mais fantástica graças à trilha sonora, composta nos mínimos detalhes e sem exageros, na medida certa. É essa atmosfera que torna Journey uma produção única e digna da sua atenção.

3. The Walking Dead (PC, PS3, Xbox 360)

Vencedor do VGA 2012, o Oscar dos videogames, The Walking Dead: The Game provou que não é só de gráficos e jogabilidade que um bom título é feito: a história é um ponto crucial para prender o jogador na trama. Tanto é que o enredo traz muitos elementos das histórias em quadrinhos, apesar de criar algo novo e paralelo a elas.

Com mecânicas simples, o game não se apoia em jogos conhecidos de zumbis, como Resident Evil e Left 4 Dead (que se baseiam em mirar e atirar na maior parte do tempo), mas sim apresenta objetivos que serão ou não concluídos de acordo com a escolha do jogador. É válido explorar locais à procura de itens, quebra-cabeças e outros enigmas. Contudo, é essencial prestar atenção aos diálogos e problemas que acompanham o seu grupo, pois cada decisão nos cinco capítulos do game farão diferença para um final impecável e derradeiro.

O que mais impressiona em The Walking Dead é saber que este é um dos poucos títulos que faz o usuário experimentar uma situação que poderia acontecer: o fim do mundo (no caso, o apocalipse zumbi), e como ele sobreviveria em meio a tudo isso. Sem dúvida, é uma experiência completa que todos devem jogar.

2. Dishonored (PC, PS3, Xbox 360)

Com jogabilidade que lembra (e muito) BioShock, Dishonored foi uma das grandes surpresas do ano.

Em uma atmosfera industrial e steampunk, você controla Corvo, um segurança e amigo pessoal da família real que é preso ao ser acusado de assassinar a imperatriz. Após escapar da cadeia, o personagem deve procurar pela filha da monarca, que foi sequestrada pelos verdadeiros bandidos, e provar sua inocência. O problema é que, além dos guardas da cidade, um grupo misterioso está na cola de Corvo, que também deve lidar com uma estranha doença que infectou vários cidadãos.

Até aí, a premissa pode dar a impressão de ser apenas mais um jogo em primeira pessoa. No entanto, o grande diferencial da nova franquia da Bethesda é permitir que o jogador trace os próprios caminhos, mesmo dentro de uma história linear.

O objetivo é chegar ao destino marcado na tela da forma como achar melhor, seja passando despercebido pelos seguranças, ou optando pelo combate aberto. É possível eliminá-los usando desde armas, facas e outros objetos, até poderes sobrenaturais como possessão e teletransporte rápido; ou ainda: combinar isso tudo em um mesmo golpe. Além disso, todas essas habilidades podem ser aprimoradas no decorrer do game ao coletar itens específicos.

1. Far Cry 3 (PC, PS3, Xbox 360)

Épico e emocionante. É assim que se define o último grande lançamento de 2012, e também o melhor game do ano.

Jason Brody é o protagonista do terceiro jogo da franquia. O rapaz mimado, filho de pais ricos, decide reunir os amigos para viajarem às Ilhas Rook, um lugar paradisíaco, perfeito para passar as férias, mas que também serve de abrigo para mercenários e traficantes. Um desses criminosos é Vaas, um pirata sádico, insano e inconsequente que sequestra os jovens e mantém em cativeiro pelo puro prazer de torturá-los. Brody é o único que consegue escapar, e é aí que a ação começa, já que ele precisa libertar os amigos e encontrar uma maneira de fugir das Ilhas.

Produzido pela Ubisoft, Far Cry 3 traz um vasto arquipélago a ser explorado, onde é quase impossível passar mais de 10 minutos sem uma missão. São florestas, rios, lagos, cavernas, vilarejos, ruínas destruídas e uma grande quantidade de cenários que reúnem quebra-cabeças, atividades locais, itens colecionáveis e pequenos objetivos, como liberar torres de rádio e bases inimigas. Animais selvagens e veículos como carros, jipes e barcos também estão pelo caminho.

Outro destaque são os modos cooperativo e multiplayer. O primeiro permite que até quatro jogadores entrem na disputa e trabalhem em conjunto para escapar de um navio de piratas. Já o multiplayer traz os clássicos mata-mata e disputa de territórios, mas permite que o personagem evolua suas habilidades ao longo da jogatina.

Far Cry 3 é, definitivamente, um daqueles games imperdíveis que deve estar na prateleira de qualquer jogador.

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

RECEBA NOSSAS
NOTÍCIAS POR E-MAIL
ASSINE NOSSA NEWSLETTER DIÁRIA