Qual a melhor distribuição Linux para você, parte 1

Por Pedro Cipoli RSS | em 05.01.2016 às 17h24

Distros Linux

Afinal, qual é a melhor distribuição Linux? Será que existe uma distribuição melhor? Na verdade, um dos maiores trunfos das distros Linux é que o usuário pode escolher a que considerar melhor, já que cada uma delas traz uma proposta diferente. Objetivamente não existe uma distribuição superior, mas sim uma que se encaixa melhor a determinado perfil de usuário, o que acaba sendo um problema para quem quer mudar para o Linux.

Pensando nisso, montamos uma lista com as distribuições mais famosas, separadas pelo seus melhores casos de uso, para ajudar você a decidir.

Para o usuário iniciante: Linux Mint ou Ubuntu

Ambas trazem varias características em comum que fazem delas um excelente ponto de partida para quem quer mudar para o Linux. São extremamente intuitivas, do processo de instalação até o gerenciamento de atualizações, não exigindo uma longa curva de aprendizado para dominar o sistema. Mais do que isso, oferecem um reconhecimento automático de drivers proprietários de componentes importantes, como a placa de vídeo e a antena Wifi, evitando que o usuário tenha que fazê-lo manualmente.

Distros Linux

O Ubuntu é baseado no Debian, com um sucesso exponencial desde o seu lançamento pela facilidade de uso, sendo o representante mais famoso do Linux. As primeiras versões usavam o Gnome como interface gráfica, substituída pela Unity na versão 10.10, o que acabou não agradando uma boa parte do público. Não pela interface em si, mas pela grande exigência de recursos 3D, o que faz com que o Ubuntu não seja a melhor opção para quem tem uma configuração mais básica.

Esse é um dos principais motivos para a altíssima popularidade atual do Linux Mint, baseada no Ubuntu, mas trazendo o Cinnamon como interface gráfica padrão. Na data em que esse artigo foi escrito, o Linux Mint é a distro mais popular de acordo com o ranking do Distrowatch, posição que sustenta com grande vantagem em relação a segunda posição (Ubuntu) há um bom tempo. Além de mais leve, o Mint oferece uma transição mais suave em relação ao Windows, já que o Cinnamon tem um visual mais semelhante à organização de menus do sistema da Microsoft.

Distros Linux

Porém, independentemente da necessidade de poder computacional, tanto o Ubuntu quanto o Linux Mint são igualmente competentes em oferecer um altíssimo nível de intuitividade para quem quer experimentar o Linux.

Para computadores antigos: Lubuntu, LXLE ou Puppy Linux

Sistemas semelhantes com abordagens contrárias: enquanto o LXLE é um sistema próprio com interface LXDE que usa o Ubuntu como base, o Lubuntu é o bom e velho Ubuntu com interface LXDE como padrão. Uma diferença sutil, com foco em diferentes quesitos, mas com o mesmo objetivo: exigir o mínimo possível de recursos, tornando ambos ideais tanto para computadores de baixa performance quanto PCs muito antigos, oferecendo uma bela sobrevida nos dois casos.

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A diferença essencial é que o LXLE usa a versão LTS (Long-Term Support) do Ubuntu (atualmente, a 14.04), enquanto o Lubuntu usa a versão mais recente (15.10). A escolha entre um e outro fica a critério do usuário, de um lado escolhendo uma versão mais estável do Ubuntu; do outro, todos os novos recursos, já que recebe atualizações a cada 6 meses. Em qualquer um dos casos, há versões de 32 ou 64 bits. Ou seja: há suporte para qualquer computador mais antigo, ou mesmo sistemas que ainda usam processadores de 32 bits, como algumas versões do Intel Atom.

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A interface de ambos, a LXDE (Lightweight X11 Desktop Environment) é uma das interfaces gráficas mais leves disponíveis para Linux, usando elementos 2D em todo o sistema. De processadores que não possuem gráficos integrados (caso do Core 2 Duo, Phenom e primeira geração do Intel Core), até sistemas que possuem placas de vídeo bastante básicas, é difícil encontrar um hardware que não rode bem tanto no LXLE quanto no Lubuntu.

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E, claro, temos o Puppy Linux, que tem o mesmo potencial de ressuscitar aquele PC antigo cheio de poeira. Deixamos ele por último não por uma questão de preferência, ou inferioridade, e sim devido ao fato de se tratar de uma distribuição independente. Na prática, isso significa que a transição de uma distro base não é tão natural, já que as distribuições que mencionamos trazem a mesma base (o Debian), o que permite uma certa naturalidade para quem já entende como funciona. Para quem está experimentando a sua primeira distro, porém, a curva de aprendizagem é a mesma, trazendo o Openbox como interface padrão.

Para quem prioriza estabilidade e para servidores domésticos: Debian

Uma das mais antigas e prolíficas distribuições Linux, o Debian pode ser interpretado como a “mãe” de dezenas de distribuições-filhas por aí, incluindo o Ubuntu, Deepin e Tails, como também “netas”, como Linux Mint, Ultimate Edition e elementaryOS. Atualmente, a quantidade de distros baseadas no Debian chegam a casa das centenas, e não sem motivo, já que a proposta original do Debian já deixa claro o poder de jogo dessa distro.

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Para muitos usuários, basta um sistema que simplesmente funcione. Aquela experiência de uso que, essencialmente, significa que você irá ligar o PC e ele estará funcionando do jeito que você deixou da última vez. Esse é o Debian, que preza pela estabilidade acima de tudo, o que torna-o uma excelente opção tanto para usuários comuns quanto para servidores, tanto domésticos quanto de grande porte. Vale mencionar que o Debian prioriza softwares livre em detrimento a proprietários, o que vai desde drivers até codecs de áudio. 

Outro trunfo do Debian é a altíssima quantidade de softwares livres disponíveis, com repositórios bastante prolíficos. Um lado, digamos, negativo do Debian é que ele não é tão intuitivo quanto as distribuições que mencionamos até agora, não sendo a melhor opção para marinheiros de primeira viagem. Essa dificuldade extra começa no processo de instalação e vai até o gerenciamento do sistema no dia a dia. Não chega a ser excessivamente complicado, mas exige um nível maior de conhecimento.

Para usar no notebook: Ubuntu MATE ou Linux Mint MATE

Distros Linux

Escolher uma distribuição para usar no notebook exige um pouco mais de planejamento, e nossa escolha pela interface MATE tanto no Ubuntu quanto no Linux Mint reflete isso. Do lado do sistema, ambos são excelentes opções pela simplicidade de uso e facilidade no gerenciamento de drivers e tarefas do dia a dia, características que são mantidas com diferentes interfaces gráficas. 

Distros Linux

Nossa escolha pelo MATE, que pode ser visto como uma versão simplificada do Cinnamon, é devido ao equilíbrio entre visual, baixa exigência de processamento e recursos. O Unity, interface padrão do Ubuntu, não é a melhor opção para quem pretende maximizar a autonomia de bateria, já que exige mais recursos 3D, o mesmo valendo para o Cinnamon, ainda que em uma escala menor. Aliás, independentemente da preferência por distribuições, vale a pena usar o MATE quando o notebook está fora da tomada, já que pode ser instalado separadamente na maioria das distribuições.

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