Câmeras que gravam vídeos em 360 graus prometem revolucionar os esportes

Por Redação | em 07.01.2016 às 12h10

Câmera freeD

Na Copa do Mundo de 2014, realizada aqui no Brasil, a FIFA fez a estreia de uma nova ferramenta para ajudar os árbitros em caso de dúvidas sobre a validade de um gol. Esse recurso, adotado mundialmente nos jogos de futebol, certamente foi um marco na história da federação. No entanto, novas tecnologias não pararam de surgir e uma delas tem sido unanimidade nas arenas esportivas dos Estados Unidos: os vídeos em 360 graus.

Da mesma forma que os juízes puderam identificar se a bola entrou ou não dentro do gol, muitas vezes os técnicos julgadores precisam visualizar as jogadas por vários ângulos possíveis. É aí que entram as câmeras freeD, da empresa Replay Technologies, que registram o cenário por praticamente todos os cantos do estádio para fornecer aos times e aos fãs de esportes um campo de cobertura ainda mais apurado.

Segundo Preston Philips, vice-presidente de marketing e comunicação da companhia, as câmeras "surgiram quando especialistas dos setores de defesa, imagens computadorizadas e efeitos visuais tiveram uma ideia 'maluca' de que talvez existisse uma forma de visualizar a realidade de um jeito menos restrito à localização física das câmeras".

Funciona assim: as câmeras possibilitam os replays em 360 graus ao criar uma grade com cinco mil sensores. Depois, um sistema de alto desempenho computacional da Intel converte os dados 2D em pixels volumétricos 3D, também chamados de "voxels". Philips explica que esse processo de transição rápida, da gravação em 2D para os replays em 360, envolve tanto o hardware usado nas máquinas – no caso, um processador Intel Core da sexta geração – quanto o trabalho de software dos engenheiros na hora de desenvolver os algoritmos do sistema.

"Conseguimos mais velocidade por usar um computador de alto desempenho da Intel, que está completamente otimizado para um processamento mais eficiente. Além disso, a freeD possibilita a renderização de novas perspectivas em tempo real em qualquer lugar da cobertura dos sensores", diz.

Atualmente, os equipamentos freeD são usados em modalidades famosas nos EUA, como futebol americano, beisebol e basquete; e por diversos times profissionais, entre eles New York Yankees, Los Angeles Dodgers, Chicago White Sox, Dallas Mavericks, Cleveland Cavaliers, Dallas Cowboys, Seattle Ravens e San Francisco 49ers. Eles também foram empregados na cobertura das Olimpíadas de Londres e da final do Campeonato Nacional de Tênis dos Estados Unidos. A ideia é que essa tecnologia seja estendida para outros esportes, como UFC e rugby.

Mais interatividade do espectador

Não são apenas os jogadores e juízes os beneficiados com esse tipo de visualização em 360 graus. Philips acredita que os espectadores, após perceberem que podem visualizar as partidas pelo ângulo que quiserem, não vão mais querer voltar para os vídeos normais e superficiais do passado. Para o executivo, os fãs vão conseguir "entrar" nos jogos por meio de qualquer aparelho e ter acesso a uma perspectiva privilegiada do que está acontecendo.

"No final das contas, talvez até antes do que imaginamos, viveremos em um mundo no qual os vídeos serão uma representação da realidade em 3D, o que criará uma mescla dos conceitos de entretenimento que já temos", afirma. "Em um momento não muito distante do futuro, as pessoas conseguirão ligar um aparelho de reprodução de vídeos – seja um tablet 2D ou um dispositivo 3D de realidade virtual ou aumentada – e pular direto para dentro da partida. Eles poderão correr ao lado dos seus jogadores favoritos, assistir a poucos metros de distância da bola ou apenas ficar à beira do campo", complementa.

Ben Wood, analista de tecnologia da CCS Insight, prevê que os vídeos e replays em 360 graus terão um impacto enorme em como as pessoas interagem e controlam o que estão assistindo. Ao associar essa tecnologia aos controles remotos da televisão que funcionam com comandos de gesto e voz, Wood imagina que isso será algo surpreendente para os fãs.

"Quando você estiver assistindo a um jogo de futebol na televisão da sua casa, poderá dizer: ‘Mais para a esquerda’ ou ‘Mais para a direita’ como faria para aumentar ou abaixar o volume", explica Wood. "Não precisarei esperar para ver o que quiserem me mostrar. Posso simplesmente explorar as laterais da tela e ver o que está à minha volta".

Fonte: Intel

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