10 livros de ficção científica que você precisa ler

Por Patrícia Gnipper RSS

Livros

Seja você um autêntico nerd, geek, CDF ou apenas um amante de tecnologia, há de concordar que algumas obras literárias são essenciais para uma boa coleção - e alguns desses tesouros fazem parte do nosso gênero preferido: a ficção científica.

Também conhecido como sci-fi, o gênero surgiu no século XIX e aborda temas relacionados à ciência, direta ou indiretamente. Viagem espacial, viagem no tempo, vida extraterrestre e robótica são apenas alguns dos temas mais populares dentro deste gênero tão variado que agrada a uma imensidão de leitores.

O gênero literário

“Frankenstein’ de Mary Shelley (1818) ou “O Médico e o Monstro” (1886) são algumas das obras precursoras deste gênero literário, que pode ser mais “mastigado” para o grande público, como no caso da bem-sucedida série televisiva Star Trek (ou “Jornada nas Estrelas”), ou aparecer com uma linguagem mais específica para um público mais restrito, como acontece em “2001: Uma Odisseia no Espaço”.

Contudo, a ficção científica só cresceu e tomou uma forma mais concreta após a ascensão da ciência moderna, em especial com as revoluções da astronomia, física, química e biologia; e os romances científicos de Júlio Verne no final do século XIX juntamente com as novelas de H.G Wells são considerados o marco para o início da ficção científica como a conhecemos atualmente.

Em 1926, Hugo Gernsback fundou a revista “Amazing Stories”, que era dedicada exclusivamente a histórias de ficção científica. Essa e outras “pulp fictions”, como eram chamadas, fizeram enorme sucesso entre o público e a partir daí as produções culturais nesse gênero cresceram exponencialmente - e continuam na ativa até os dias de hoje.

Falando apenas da produção literária de ficção científica, há tantas obras que fazem parte da coleção pessoal de inúmeras pessoas, mesmo as que não são declaradamente fãs de sci-fi, que se tornaram praticamente leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em histórias fantásticas registradas no papel. E aqui listamos dez desses grandiosos livros que não podem faltar em nenhuma coleção de respeito - mesmo que ela seja apenas virtual.

A Máquina do Tempo (“The Time Machine” - 1895)

Este é um romance de ficção científica que é considerado a primeira obra do gênero a propor o conceito da viagem no tempo usando um veículo que permitisse escolher seu destino.

A Máquina do Tempo

Na história de H.G. Wells, o personagem conhecido apenas como “o viajante do tempo” desenvolve uma máquina capaz de se mover pela quarta dimensão, a dimensão do tempo. Com ela, ele consegue viajar até o ano 802.701 e conhece um povo pacífico remanescente dos humanos, que, apesar de viver em um mundo paradisíaco, serve como refeição para uma raça que vive no mundo subterrâneo.

A Guerra dos Mundos (“The War of the Worlds” - 1898)

Do mesmo autor, esse romance fala sobre a invasão da Terra por indivíduos marcianos inteligentes armados com um potente raio carbonizador e máquinas assassinas jamais imaginadas pelos seres humanos da época.

A Guerra dos Mundos

A história se passa na Londres do início do século XX, quando o personagem principal se depara com a incrível tecnologia alienígena versus a terrestre durante a invasão, que causa uma evacuação em massa da cidade.

Eu, Robô (“I, Robot” - 1950)

O livro é na verdade uma coletânea de 9 contos escritos pelo autor russo Isaac Asimov, um dos mestres da divulgação científica mundial que criou as três leis da robótica, que ligam a tecnologia à moral e ética.

Eu, Robô

Os contos discorrem, sucessivamente, sobre a evolução dos robôs através do tempo, começando pelo conto “Robbie”, que se trata de um robô-babá não equipado com um mecanismo de fala que é discriminado e repudiado pelos seres humanos. A história evolui para a proibição do uso de robôs na Terra, e no último dos contos ("O Conflito Evitável") há a suspeita de que o “coordenador mundial” (figura que é responsável pelo governo do planeta) também seja um robô.

2001: Uma Odisséia no Espaço (“2001: A Space Odyssey” - 1968)

Escrito por Arthur C. Clarke, o livro foi desenvolvido junto a sua versão para o cinema, dirigida por Stanley Kubrick, e publicado somente após o lançamento do filme.

2001: Uma Odisséia no Espaço

Clarke já havia publicado outros contos com essa temática e que influenciaram na criação dessa obra prima da temática espacial. No livro, a descoberta de um misterioso monolito soterrado na Lua deixa a comunidade científica intrigada e, para investigar esse enigma, é enviada uma nave tripulada por pessoas e assistida por uma inteligência artificial - a HAL 9000.

Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (“Do Androids Dream of Electric Sheep?” - 1968)

Esse é nada mais, nada menos, do que o romance que gerou o filme Blade Runner, de Ridley Scott, em 1982. 

Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?

A obra literária lançada em 1968 por Philip K. Dick conta a história de um caçador de recompensas que persegue androides em uma São Francisco praticamente fantasma em um ambiente pós-apocalíptico.

O Guia do Mochileiro das Galáxias (“The Hitchhikers Guide to the Galaxy” - 1979)

Criação de Douglas Adams, a série de livros é na verdade uma adaptação das primeiras partes do programa de rádio homônimo que o escritor tinha na época.

O Guia do Mochileiro das Galáxias

A obra completa conta as aventuras espaciais de um britânico e seu amigo, que escapam da destruição da Terra pegando carona em uma nave alienígena. A trama é contada com requintes de bom humor, mas traz reflexões profundas sobre quem somos, de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos.

Neuromancer (“Neuromancer” - 1984)

De William Gibson, essa é uma das mais famosas ficções cyberpunk de todas, ganhando os três principais prêmios da ficção científica (Nebula, Hugo e Philip K. Dick). A obra introduziu novos conceitos para a época, como inteligências artificiais avançadas e um ciberespaço quase físico, conceitos esses que anos depois foram muito bem explorados no mangá “Ghost in the Shell”, de 1989, que virou filme animado em 1995.

Neuromancer

A trama aborda a história de um ex-hacker que tentou roubar seus patrões e acabou sendo envenenado com uma toxina que danificou seu sistema neural e o impossibilitou de se conectar com a Matrix. O personagem então recorre a clínicas clandestinas de medicina em busca de uma cura, mas tudo o que consegue é se viciar em substâncias químicas e perder todo o seu dinheiro. Ah, a trilogia Matrix não tem esse nome por acaso: sua história foi inspirada na trama original de Neuromancer.

O Jogo do Exterminador (“Ender´s Game” - 1985)

Esse romance sci-fi foi escrito por Orson Scott Card e teve origem com um conto homônimo publicado em 1977 na revista Analog Science Fiction and Fact.

O Jogo do Exterminador

Vencedor dos prêmios Nebula e Hugo, o livro se passa no futuro (entre 2164 e 2170) e apresenta uma humanidade em perigo de extinção após sofrer dois grandes conflitos com uma espécie de insetóides alienígenas chamada de “abelhudos”. Os jovens da época são enviados a um centro de treinamento conhecido como a Escola de Combate, onde aprenderão a arte da guerra.

Snow Crash (“Snow Crash” - 1992)

Escrito por Neal Stephenson, o livro foi inspirado nas obras cyberpunk dos anos 80 e criou um subgênero baseado em uma narrativa de estrutura caótica com referência a assuntos diversos como linguística, filosofia e antropologia.

Snow Crash

A trama traz um entregador de pizzas de uma região controlada pela máfia italiana que, em uma outra realidade, é um príncipe samurai. O samurai acaba partindo para uma jornada perigosa a fim de encontrar e destruir um vilão virtual que vem derrubando hackers por todo mundo e ameaçando a existência daquele universo.

Jogador Nº 1 (“Ready Player One” - 2011)

Esse foi o primeiro livro escrito por Ernest Cline. O romance com temática futurista se passa em 2044, quando o mundo enfrenta uma intensa crise energética acompanhada de pobreza e destruição generalizada.

Jogador Nº 1

Para escapar da dura e cruel realidade, a maioria das pessoas vive no OASIS, realidade paralela virtual onde estudam, trabalham e convivem umas com as outras. Vivendo nesse universo, é possível economizar os escassos recursos naturais do planeta e evitar contato com a poluição.

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