Análise: Optimus L4 II, o smartphone básico da LG sob medida para o brasileiro

Por Pedro Cipoli RSS | 16.10.2013 às 17h25

LG Optimus L4 II

O Optimus L4 II da LG possui especificações que ficam entre o Optimus L3 II e o Optimus L5 II, como já era de se esperar, considerando a sua numeração. Porém, ele possui dois atrativos essenciais para um modelo de entrada que queira fazer sucesso no Brasil, que pouco tem a ver com o seu preço ou capacidade de rodar games mais avançados, como veremos adiante, e completando a família Optimus L de segunda geração, que foca em modelos de entrada para diferentes públicos-alvo.

Design: um pouco gordinho

O visual do Optimus L4 segue a mesma linha dos outros modelos da família L: construção em plástico com tampa traseira removível e uma aparência geral bastante simples. A tela possui 3,8 polegadas, sendo o primeiro modelo desse tamanho que vimos passar por aqui, e tem resolução decente de 320x480 (densidade de pixels de 152 pontos por polegada) e tecnologia IPS. Essas características naturalmente não agradam a quem possui um modelo avançado ou top de linha, mas considerando a faixa de preços do L4 II, está dentro do esperado.

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LG Optimus L4 II
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Um ponto que não gostamos é a espessura do aparelho, com quase 12 milímetros. Para se ter uma ideia do que essa largura significa, imagine algo um pouco menos do que dois Xperia Z Ultra, sendo uma largura esperada de um modelo com teclado QWERTY deslizável. Após alguns anos de refinamento dos modelos Android, é estranho pegar um modelo tão largo assim, mas, como veremos adiante, essa largura é explicada pela necessidade de acomodar três chips simultâneos, além de um receptor interno de televisão digital.

Especificações e experiência de uso

O L4 II não chega nem perto de ser um modelo rápido, mas não decpeciona na maioria das tarefas. O processador Mediatek MT6575 com um núcleo rodando a 1GHz é capaz de lidar tranquilamente com a interface Optimus UI da LG, embora os 512 MB de memória RAM sejam um limitante severo na hora de lidar com vários aplicativos abertos ao mesmo tempo. Para tarefas de produtividade, porém, não temos críticas muito fortes, assim como jogos mais simples, como é o caso do Candy Crush Saga (aquele que é responsável por inúmeros pedidos de vida no Facebook, lembra?) e Where's my Water?.

A GPU PowerVR SGX 531 é capaz de fornecer uma experiência básica, mas não deixa o usuário na mão na hora de reproduzir algum vídeo em alta definição ou rodar algum game um pouco mais exigente. O nível de performance é semelhante à Adreno 203 que equipa o Optimus L7 II, modelo mais avançado da linha, então o usuário raramente vai enfrentar algum lag. A combinação de CPU e GPU é perfeitamente capaz de aguentar o Android 4.1.2 (Jelly Bean) e a Optimus UI, assim como não decepcionar na hora de acionar o QuickMemo, aplicativo de notas proprietário da LG.

O fato de ele ser um pouco mais "gordo" é um ponto negativo para o visual, mas positivo para a ergonomia. É possível manipulá-lo tranquilamente com apenas uma das mãos, com uma excelente "pegada". No entanto, a falha é basicamente trazer um plástico liso demais que escorrega com o uso prolongado. Além disso, a tampa traseira é vítima de constantes marcas de dedos, tão frequentemente como a tela.

Câmera e extras

A câmera do L4 II é bem, mas bem básica, sendo exatamente a mesma câmera que equipa o L3 II, só que com flash. Em modelos mais avançados, flash não é um requisito, já que o sensor de luz é mais sofisticado e consegue captar luz mesmo em condições mais adversas, mas como o L4 II possui um sensor bem simples, o flash é bem vindo. Com 3,15 megapixels, a câmera traseira é capaz de gravar vídeos com qualidade VGA a 30 frames por segundo, nada que fuja muito da regra dos smartphones mais básicos. A frontal também é idêntica à do L3 II, com uma qualidade bem ruim na hora de utilizar aplicativos VoIP.

O grande diferencial do L4 II, como dissemos, é o seu foco maior no público brasileiro. Com suporte a até 3 chips simultâneos (mas apenas uma rede 3G), ele é interessante para quem quer escapar dos planos caríssimos das operadoras nacionais, assim como taxas altas de uma rede para outra. Outro ponto é o suporte à televisão digital, ideal para quem tem um longo caminho até em casa e quer aproveitar o tempo com um pouco de entretenimento. Em nossos testes vimos que a recepção não é das melhores, em especial em movimento, mas é capaz de "quebrar o galho".

Não testamos os três chips simultâneos, mas sim apenas um habilitado para a nossa rede 3G, e a bateria de 1700 mAh conseguiu lidar tranquilamente com um dia inteiro de uso moderado, com folga de uns 30% de carga antes de irmos dormir (e olha que não é cedo), não necessitando de um modo de economia de energia. De resto, ele é um modelo bastante completo, com Bluetooth 3.0, GPS com A-GPS (que não vamos mentir: demora bastante para renderizar), DLNA, Wi-Fi Hotspot e tudo o que esperaríamos de um modelo básico, como 4 GB de memória interna (dos quais apenas 2 ficam disponíveis para o usuário).

Conclusão

Encontramos o Optimus L4 II com um preço aproximado de R$ 500, sendo um valor compatível com a proposta do aparelho. Colocando as especificações um pouco de lado, ele certamente foi desenvolvido para países como o Brasil, onde usuários constumam ter mais de um plano de telefonia e gostam de assistir à televisão onde estiverem.

Em relação às especificações, não adianta fazer cara feia. Este é um modelo básico, e claramente incapaz de atender a qualquer usuário que já tenha brincado com um modelo dual-core ou quad-core (ou mesmo octo-core, no caso do Galaxy S4 e Note III 3G). Pode ser básico, mas não chega a ser devagar, mas deixa a desejar no multitarefa e em jogos mais avançados. Para quem costuma utilizar um app por vez (veja bem, os "normais"), ele é perfeitamente capaz de atender às exigencias do dia a dia. 

Vantagens

  • "Ajustado" para as necessidades brasileiras;
  • Suporte a até 3 chips simultâneos (para quem precisa);
  • Suporte a televisão digital.

Desvantagens

  • Bastante grosso, com cerca de 12 milímetros de espessura;
  • A recepção de tv digital poderia ser melhor.
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