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Análise: NVIDIA GTX 650 TI, a placa de vídeo voltada para o gamer casual

Por Pedro Cipoli RSS | 22.10.2012 às 11h05

NVIDIA GTX 650 TI

Como é comum no mercado de placas de vídeo, as empresas lançam uma nova geração com os modelos mais potentes e depois vão preenchendo a nova série com modelos cada vez mais acessíveis. A NVIDIA primeiro colocou a GTX 680 no mercado, focando nos usuários que querem o máximo em seus jogos, depois a GTX 670 e assim por diante até chegarmos à GTX 650 TI, que vamos analisar agora.

A GTX 650 TI foca no custo benefício mais do que performance bruta propriamente dita, onde usuários que querem um bom nível de performance gráfica e eficiência energética encontram um modelo compatível com suas necessidades sem precisar esvaziar a poupança. Isso não significa que esta é uma placa de vídeo de baixa performance, pois pertence à série GTX da NVIDIA e compartilha os recursos da arquitetura Kepler que equipa a série 600 de GPUs da empresa.

Arquitetura Kepler

A arquitetura Kepler foi a evolução natural da NVIDIA para a técnica de fabricação de 40 nm para 28 nm e é implementada em todos os modelos da série 600 da empresa. Todos os modelos trazem interface PCI Express 3.0, suporte a DirectX 11.1 para Windows Vista, 7 ou 8 e melhoramentos nas tecnologias de DirectCompute, tesselation via hardware e shader model 5.0, além de um consumo de energia consideravelmente menor e um melhoramento no suporte a múltiplos monitores.

Detalhes técnicos

O modelo que chegou para teste aqui no laboratório do Canaltech é a implementação padrão da NVIDIA sem nenhuma modificação feita por terceiros. A GeForce GTX 650 TI traz 768 cores CUDA de processamento rodando a 928 MHz (sem modo turbo, ao contrário das séries mais avançadas), 1 GB de memória RAM dedicada GDDR5 rodando a 5400 MHz, interface de dados de 128 bits e uma taxa de preenchimento de textura de 59,2 bilhões por segundo.

Capaz de suportar até 4 monitores simultaneamente, ela traz uma conexão DVI-I Dual-link, um DVI-D Dual-link, e uma mini-HDMI (que necessita de um adaptador para funcionar, não está incluso), todas elas capazes de suportar a resolução máxima do tipo de conexão. Para funcionar, precisa de uma fonte de alimentação que possua pelo menos uma conexão de energia PCIe de 6 pinos e seja capaz de dedicar 110 watts para a placa, sendo recomendado no mínimo uma fonte de 400 watts ou 450 watts reais, dependendo dos tipos de cabos que elas oferecem.

Desempenho

Embora não seja um modelo de altíssimo desempenho, podemos ver pelas especificações acima que a GTX 650 TI é capaz de atender aos usuários que jogam games casuais e executam algum tipo de aplicação gráfica. Como já vimos várias vezes aqui no Canaltech, a série 600 de GPUs NVIDIA traz um aumento expressivo de núcleos de processamento em relação aos modelos da geração anterior, e com a GTX 650 TI não é diferente.

A GTX 550 TI da geração anterior traz 192 núcleos CUDA, frente aos 768 da GTX 650 TI, um aumento de quase 400%. Será que os núcleos adicionais (que inclusive rodam em uma velocidade maior) melhoram proporcionalmente a performance da placa? Vamos rodar alguns testes para conferir.

Configuração de testes:

  • Processador: Intel Core i7 980 Extreme Edition rodando a 4,0 GHz (6 núcleos e 12 threads)
  • Cooler: Havik 140
  • Placa-mãe: Gigabyte GA-X58-UD3R rev. 2
  • Memória: Patriot 6 GB (3 x 2 pentes de 2GB) 1600 MHz em triple channel;
  • Fonte: Casemall Supreme Power 800 watts
  • Disco rígido: Western Digital 500 GB Sata III
  • Gabinete: KM-6988-RED
  • Versão do driver de vídeo NVIDIA: 306.97 WQHL 64 bits

3DMark Vantage

O 3DMark Vantage é um famoso programa de teste de desempenho para máquinas capazes de executar o DirectX 10, dando uma boa noção de como a placa se sairá em jogos desenvolvidos com essa tecnologia. Nas configurações "Extreme" (1920x1200, vários filtros ativados) a GTX 650 TI conseguiu 8035 pontos individualmente, cerca de 60% da performance da GTX 660, não sendo o suficiente para sustentar um game DX10 nessa resolução com filtros e efeitos ativados.

3DMark Vantage - Extreme

Com resolução 1680x1050 e alguns filtros e efeitos ativados, o desempenho da GTX 650 TI nas configurações High do 3DMark Vantage aumenta significativamente em relação ao modo "Extreme" (11145 pontos), permitindo que games mais modernos rodem com relativa fluidez nessas configurações em jogos DX10, desde que os filtros e efeitos sejam configurados no médio ou mesmo no mínimo.

3DMark Vantage - High

Na resolução 1280x1024, a GTX 650 TI é capaz de sustentar vários jogos mais pesados com relativa folga com alguns efeitos no médio ou mesmo no máximo, já que esta é uma resolução cerca de duas vezes menor do que a do modo "Extreme".

3DMark Vantage - Performance

3DMark 11

Suite de benchmark desenvolvida pela Futuremark para testar máquinas com suporte ao DirectX 11. Nas configurações "Extreme" (Full HD, vários filtros ativados) a GTX 650 TI pontua 1448, bastante inferior à GTX 660 (2243), não sendo capaz de executar os jogos mais exigentes mesmo que alguns filtros de tesselation e anti-aliasing sejam configurados como médio ou baixo.

3DMark 11- Extreme

Quando configuramos o teste no modo "Performance" (1280x720, alguns filtros e efeitos ativados), a GTX 650 TI consegue uma pontuação de 4590 pontos, mais de três vezes maior do que o modo "Extreme" e o suficiente para aguentar jogos nessa resolução com uma boa taxa de frames por segundo, desde que o os filtros sejam configurados como médio.

3DMark 11- Performance

Com uma resolução ainda menor (1024x600) e poucos filtros ativados o resultado é ainda melhor, onde virtualmente qualquer game pode ser executado mesmo com a qualidade no máximo, já que no modo "Entry" a GTX 650 TI pontua 7229. 

3DMark 11- Entry

PCMark 7

O PCMark 7 realiza uma série de testes de desempenho dividindo os resultados em categorias, como produtividade, entretenimento e assim por diante. Cada uma delas precisa de uma combinação diferente de processamento da CPU, memória RAM e placa de vídeo para alcançar a sua pontuação.

Com uma pontuação de 3093, a GTX 650 TI não fica muito atrás da GTX 660 (3273 pontos), sendo capaz de lidar com qualquer tipo de processamento gráfico com bastante folga. Os destaques ficam para "Computação" (5039) e "Entretenimento" (3860), mostrando que os aplicativos que possuem suporte a aceleração via GPU e manipulação de vídeos e imagens são executados com bastante folga, em especial os que possuem suporte aos núcleos CUDA da NVIDIA.

PCMark 7.png

Conclusão

Disponível no mercado brasileiro por aproximadamente R$ 499, a GTX 650 TI é uma excelente opção para quem quer uma máquina rápida na execução de tarefas básicas e deseja rodar algum game um pouco mais casual. Embora não seja voltada para o gamer que utilizar resoluções altíssimas e múltiplos monitores, usuários que costumam editar e converter vídeos em alta resolução terão aqui uma boa opção, especialmnete para aqueles que possuem a máquina conectada a uma televisão de alta definição.

Como é comum em placas mais modernas, não há uma conexão analógica D-SUB, mas as duas conexões DVI são capazes de atender ao público que utiliza dois monitores. Não entendemos o motivo de utilizar uma conexão mini HDMI, ainda mais sem o adaptador incluso, já que se trata de um modelo que utiliza dois slots de expansão, então há espaço de sobra para colocar uma HDMI comum.

Vantagens

  • Suporte a PCI Express 3.0
  • Capaz de suportar resoluções de até 4K (3840x2160)
  • Pequeno tamanho, cabendo em qualquer gabinete comum

Desvantagens

  • Presença de conexão mini HDMI, mesmo sem adaptador
  • Não oferece o aumento de performance esperado em relação à geração anterior como as especificações podem indicar
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