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Review: NVIDIA GeForce GTX 670, uma placa de vídeo boa e relativamente barata

Por Pedro Cipoli RSS | 28.07.2012 às 12h41 - atualizado em 24.09.2012 às 15h05

GeForce GTx

A NVIDIA surpreendeu o mercado de placas de vídeo com o lançamento da GeForce GTX 680 trazendo um poder de fogo significativamente maior do que a AMD Radeon HD 7970, que até então era o modelo mais rápido do mundo. Para aqueles que ficaram com vontade de ter a placa e acharam o preço pouco atrativo, a empresa lançou sua irmã menor, a GTX 670, trazendo todos os recursos da nova arquitetura Kepler e poder de processamento de sobra sem ter que assaltar um banco.

Arquitetura Kepler

A arquitetura Kepler foi a evolução natural da NVIDIA da técnica de fabricação de 40 nm para 28 nm e é implementada em todos os modelos da série 600 da empresa. Todos os modelos trazem interface PCI Express 3.0, suporte a DirectX 11.1 para Windows Vista, 7 ou 8 e melhoramentos nas tecnologias de DirectCompute, tesselation via hardware e shader 5.0, além de um consumo de energia consideravelmente menor e um melhoramento no suporte a múltiplos monitores.

Detalhes técnicos

O modelo que chegou para teste aqui no laboratório do Canaltech é a implementação padrão da NVIDIA sem nenhuma modificação feita por terceiros. A GeForce GTX 670 é baseada no mesmo chip da GTX 680, trazendo 1344 cores CUDA de processamento rodando a 915 MHz (chegando a 980 MHz em modo turbo), 2 GB de memória RAM dedicada GDDR5 rodando a 6008 MHz e interface de dados de 256 bits e 112 unidades de textura, tudo isso dividido em 4 clusters de processamento.

Capaz de suportar até 4 monitores simultaneamente, ela traz duas conexões DVI Dual-link, 1 HDMI e 1 DisplayPort, todas elas capazes de suportar a resolução máxima do tipo de conexão. Para funcionar, precisa de uma fonte que possua duas conexões de energia PCIe de 6 pinos e seja capaz de dedicar 170 watts para a placa, sendo recomendado no mínimo uma fonte de 500 watts reais.

Desempenho

Agora que conhecemos um pouco mais a GTX 670 e a arquitetura que ela traz, vamos ver como ela se sai em alguns testes sintéticos e analizar se o aumento expressivo de núcleos CUDA em relação à geração anterior se traduz em desempenho, já que o modelo GeForce GTX 570 traz 480 cores CUDA e a GTX 670 vem equipada com 1344 cores. Abaixo, a configuração do nosso computador de testes.

Configuração de testes:

  • Processador: Intel Core i7 980X (rodando a 4 GHz), com 6 núcleos e 12 threads;
  • Cooler: Havik 140;
  • Placa-mãe: Gigabyte GA-X58-UD3R rev.2
  • Memória: Patriot 6GB DDR3 1600MHz em triple channel;
  • Fonte: Casemall Supreme Power 800w
  • Disco Rígido Western Digital 500 GB Sata III
  • Gabinete KM-6988-RED 

* Processador, cooler, gabinete e fonte de alimentação gentilmente cedidos pela Casemall

3DMark Vantage

O 3DMark Vantage é um famoso programa de teste de desempenho para máquinas capazes de executar o DirectX 10, dando uma boa noção de como a placa se sairá em jogos desenvolvidos com essa tecnologia. A GTX 670 conseguiu alcançar 36532 pontos individualmente, além de ser capaz de suportar uma taxa de atualização de tela acima de 100 quadros por segundo nos primeiros testes de GPU e de 60 em todos os Feature Tests gráficos, mostrando todo o poder de fogo da arquitetura Kepler.

GTX 670 3dmark vantage

3DMark 11

Suite de benchmark desenvolvida pela Futuremark para testar máquinas com suporte ao DirectX 11 (conheça mais detalhes). Na configuração "Performance", que utiliza resolução HD 1280x720 a GTX 670 alcançou a pontuação combinada de 8018 pontos, o que significa que ela é capaz de rodar quase todos os jogos atuais nessa resolução com todos os filtros e efeitos ativados.

GTX 670 3dmark 11

PCMark 7

O PCMark 7 realiza uma série de testes de desempenho dividindo os resultados em categorias, como produtividade, entretenimento e assim por diante. Cada uma delas precisa de uma combinação de processamento da CPU, memória RAM e placa de vídeo para alcançar a sua pontuação.

Nesse teste a GTX 670 conseguiu excelentes resultados nas categorias "Computação" (5317 pontos), que utiliza o processador e a placa de vídeo de forma combinada, e "Entretenimento" (4373 pontos), que depende bastante do poder da placa de vídeo individualmente, alcançando a pontuação combinada de 3307 pontos, o que torna a GPU ideal para qualquer tipo de atividade a ser executada no computador, desde aplicativos de escritório até games pesados de última geração.

GTX 670 pcmark 7

CINEBENCH

Programa bastante simples e gratuito para testar processadores e placas de vídeo individualmente, o CINEBENCH não requer nem instalação; Ele apenas envia uma imagem em altíssima resolução para a placa de vídeo processar e, logo em seguida, um vídeo em alta definição.

A GTX 670 se saiu bastante bem nesse teste, conseguindo rodar o vídeo com uma média de 45 frames por segundo. Na imagem abaixo é possível ver o desempenho de configurações similares.

GTX 670 cinebench

Conclusão

Vendida no mercado americano por aproximadamente US$ 450 com suas configurações básicas, a GeForce GTX 670 oferece uma excelente relação custo-benefício e poder de fogo de sobra para usuários que tenham placas-mãe mais recentes com suporte ao barramento PCI Express 3.0 utilizada pela placa. 

Por não gerar muito calor, a GTX 670 não necessita de soluções de resfriamento de alto desempenho como câmaras de vapor ou coolers baseados em água, o que não só barateia o custo final como também requer uma fonte de potência real mais básica. Qualquer modelo que consiga oferecer 500 watts para a máquina é mais do que suficiente, afinal, a placa exige 170 watts em carga total.

Para usuários que possuem placas-mãe com vários slots PCI Express 3.0, é possível fazer um SLI de três vias e aumentar bastante o desempenho bruto do sistema e o suporte a múltiplos monitores, sendo necessário adequar o resto dos componetes para conseguir um ganho de desempenho real maior.

Vantagens:

  • Excelente relação custo-benefício;
  • Suporte a placas-mãe com slots PCI Express 3.0;
  • Consumo mediano de energia elétrica.

Desvantagens:

  • A solução de resfriamento utilizada atende só as configurações básicas, sendo perigoso realizar algum overclock;
  • O aumento do número de cores de processamento não traz um ganho real proporcional de desempenho. A GTX 670 alcançou cerca de 8000 pontos no 3DMark 11 enquanto a geração anterior alcançava 6000 mesmo com quase o triplo de núcleos de processamento.
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