[Análise] Motorola Moto X: redefinindo o que é um smartphone top de linha

Por Pedro Cipoli RSS

Smartphones novos trazem sempre a mesma receita: processador mais poderoso, mais gigabytes de memória RAM, tela com mais pixels... meio entediante, não? Parando para analisar mais friamente, os lançamentos top de linha nada mais são do que o melhor hardware do momento, a última versão do Android, o novo design da fabricante e alguns extras aqui e ali, além de um trabalho intenso de marketing e um preço cada vez maior.

Fugindo dessa regra, temos o Moto X da Motorola. Não, ele não traz o chip mais potente do momento (Snapdragon 800). Não, ele não vem com uma tela de vários milhões de pixels. Não possui bateria removível, suporte a cartão microSD, não concorre pelo posto de mais fino do mundo nem nada disso. Porém, podemos adiantar o seguinte: ele é um dos primeiros smartphones que chamaram a nossa atenção em muito tempo.

Design

Como dissemos, o Moto X não é tão preocupado com espessura, mas sim com algo bem mais importante: a ergonomia. Com 10,4 milímetros de espessura e chanfros muito bem localizados, ele tem um encaixe bem confortável nas mãos, sendo bastante leve com seus 130 gramas. A tela de 4,7 polegadas ocupa quase a totalidade da parte da frente, fazendo com que ele seja pouca coisa maior do que um iPhone 5S, não ocupando um volume tão grande no bolso como um Galaxy S4 ou Xperia ZQ.

A versão que testamos é a branca, que faz com que o aparelho tenha uma aparência mais simples em relação à preta. No Brasil, essas são as únicas opções disponíveis, já que não teremos o MotoMaker por aqui. Mesmo que ele seja bonito, recomendamos fortemente a versão preta, que, além de mais séria, não sofrerá degradações com o tempo devido à oleosidade das mãos. Com o mesmo material utilizado na linha Razr, o branco escurecerá rapidamente.

Quando questionada sobre o tamanho de tela de 4,7 polegadas, fugindo do padrão de smartphones cada vez maiores, a Motorola justificou a escolha dizendo que esse é o tamanho máximo para ser utilizado com apenas uma das mãos. Sinceramente, acreditamos que ela está certa, acertando também na resolução. Mesmo que praticamente qualquer lançamento tenha tela Full HD, a qualidade é pouco perceptível para o usuário. A resolução 720x1280 (densidade de pixels de 312 pontos por polegada) com tecnologia Super AMOLED nos agradou bastante.

Configuração

Muita gente deu risada quando anunciaram que o Moto X traria um processador dual-core de 1,7 GHz, afinal até alguns modelos intermediários atualmente trazem processadores quad-core. Temos uma discussão interessante aqui sobre a necessidade de 4 núcleos em um smartphone, já que o Moto X se sai tão bem quanto qualquer modelo quad-core, rodando o Android Jelly Bean 4.2.2 sem engasgos mesmo com vários apps rodando ao mesmo tempo, além de jogos pesados como Dead Trigger e Asphalt 8, sem nenhum drop.

Isso acontece pois ele vem com os mesmos 2 GB de memória RAM do Galaxy S4 e uma GPU Adreno 320 quad-core, grandes responsáveis pelo desempenho multitarefa e 3D, respectivamente. A experiência é a mesma de se utilizar um modelo quad-core de última geração, mostrando que não são núcleos extras que vão melhorar a experiência de uso. Criamos um artigo no qual questionamos o motivo do Android ser o único sistema móvel com modelos quad-core, em que aprofundamos essa discussão.

E ainda não acabou. Temos também dois coprocessadores com funções extras que fazem parte do chipset Motorola X8 tão conhecido por aí. Um deles é responsável pelo processamento de fala, que funcionou muito bem em nossos testes com o Google Now, e o outro detecta interações do usuário. Por exemplo: ao tirá-lo do bolso, ele mostra as horas e notificações sem precisarmos pressionar nenhum botão. A vantagem dessa abordagem é tirar a carga da CPU, economizando bateria.

Google Now

O maior argumento de venda do Moto X é o "sempre ligado" do Google Now. Basta dizer "Ok, Google Now" (ou qualquer outra expressão que o usuário queira) e, mesmo com a tela desligada, o Google Now abre e fica pronto para receber comandos. A princípio, são somente comandos simples, como pesquisas no Google, acionar caminhos pelo Google Maps, fazer contas e ligar para um contato da agenda (especialmente útil para quem está com o smartphone no bolso escutando música com fones de ouvido).

Ele não possui a mesma sofisticação do modelo internacional, que é capaz de armazenar compromissos com uma excelente competência e alguns recursos mais avançados, à la Siri e S Voice. Porém, é um dos poucos diferenciais realmente dignos de nota em relação aos smartphones mais novos.

Câmera, bateria e extras

O sensor da câmera traseira do Moto X é um dos mais avançados que vimos até hoje, ficando entre a câmera do iPhone 5S e a do Lumia 1020. Com 10 megapixels e capaz de gravar vídeos em Full HD com 30 frames por segundo e som stéreo, é possível colocar sua câmera para gravar em 720p a absurdos 120 frames por segundo, ideal para quem quer que seus vídeos sejam reproduzidos em slow motion. A câmera frontal de 2 megapixels também não deixa a desejar, gravando vídeos em Full HD com uma qualidade um pouco maior do que a do Galaxy S4.

Dos extras, poderíamos resumir e dizer que o Moto X tem de tudo: GPS com A-GPS e GLONASS, NFC, 4G, DLNA, MHL, Bluetooth 4.0 e assim por diante. Além disso, ele tem um diferencial singelo, mas importante, que é o Wi-Fi com suporte ao novíssimo padrão ac, disponível somente nos melhores roteadores e que oferece velocidades brutais de transmissão de dados. Mais ainda, ele possui um sensor de temperatura, algo que nem alguns dos melhores smartphones da atualidade possuem.

A bateria, apesar de ter somente 2200 mAh, aguentou um dia inteiro tranquilamente, mesmo com uso hardcore e vários testes com o Google Now – afinal, além de coprocessadores especializados, o processador é um dual-core, não drenando tanta energia quanto os quad-core. Um dos grandes responsáveis por isso é o Active Display, que liga somente os pixels que forem utilizados. O preto basicamente significa que os LEDs daquela região não estão recebendo energia.

Conclusão

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O Moto X pode ser encontrado por cerca de R$ 1.300, preço absolutamente compatível com suas configurações e que traz uma excelente relação custo-benefício. Mesmo que ele esteja bastante acima do modelo internacional, é importante lembrarmos que ele possui subsídio do Google, algo que o Google Brasil não costuma fazer e que naturalmente encarece o aparelho (fora que estamos no Brasil, certo?). Nessa margem de preços é difícil encontrar um concorrente à altura – até mesmo o Galaxy S4 Mini é mais caro e claramente inferior.

Infelizmente não há a capacidade de customização do MotoMaker, algo que foi adiado para 2014, mas que acreditamos fortemente que nunca irá ocorrer. Afinal, esse é um dos pontos mais fortes do Moto X internacional, então seria meio ilógico implementar o MotoMaker depois de vários usuários terem comprado o aparelho.

Vantagens

  • Excelente custo-benefício;
  • Hardware de ponta, mesmo não sendo um quad-core;
  • Google Now funciona sem engasgos;
  • Bateria com boa autonomia.

Desvantagens

  • Não é possível customizá-lo com o MotoMaker;
  • Não há suporte a cartões microSD;
  • A versão branca é facilmente manchada pela oleosidade das mãos.
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