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Análise de Jogo: The 3rd Birthday

Por Vanessa Lee RSS | 06.08.2012 às 11h15

The 3rd Birthday

A personagem está renovada, mais sexy e ainda mais decidida a acabar com os monstrengos que insistem em cruzar o seu caminho, porém, desta vez não vai ser tão fácil assim, pois como qualquer  conhecedor de jogos da antiga Squaresoft sabe, o estúdio nunca foi fã de facilitar no gameplay quando o assunto é Parasite Eve.

The Third Birthday é a continuação de Parasite Eve II, que foi lançado em 1999. Com esse hiato entre um jogo e outro, muito pôde ser repensado para criar a nova história. Quando o japonês Hideaki Sena criou a série, seu ponto forte era manter o roteiro envolvente, no qual ciência, suspense e terror se misturam. Com a nova versão não podia ser diferente. No entanto, seu molde mais atual é o que nos afasta de comparar esse com os outros jogos.

No novo plot, a agente, que tinha encontros nada amigáveis com neo-mitocôndrias, agora passa por novos testes: um em 2009, quando uma nova epidemia começa a tomar conta do mundo e outro em 2010, quando um sistema chamado Overdive é desenvolvido para exterminar essas criaturas e só ela é capaz de operá-lo. Com essa habilidade, Aya se torna peça chave da retomada da paz para o caos que se estendeu pelo mundo.

Sobre o gameplay e mecânica, esqueça tudo o que foi visto até hoje na série. Parasite Eve I e II não passam nem perto do que se tornou a nova sequência. O primeiro jogo era um RPG. O segundo, uma mistura deste com survival-horror, teve um toque menos modesto, porém mais divertido, que chegou a atrair até os não iniciados em RPG. Surgiu daí um híbrido de estilos bem interessante.

Em The 3rd Birthday, a combinação desses gêneros, somado ao estilo shooter em terceira pessoa, forjou o novo projeto. Aya se protege em barricadas e usa transmutação de corpos para conseguir reestabelecer seu HP. Esse poder é uma das habilidades chave do jogo e pode dar dor de cabeça aos que acham que fritar o dedo metendo bala nos inimigos será o suficiente.

Com o poder do “overdive” você consegue se transportar para o corpo de outro agente e mandá-lo para sua posição inicial, ou até mesmo matá-lo para salvar sua pele. Desumano, porém necessário.

O manuseio das armas também mudou drasticamente. Se você conhece Gears of War, o módulo de troca é parecido. Você terá 4 armas disponíveis, com upgrades, tornando-as mais potentes. A facilidade para a troca de pistolas é um dos pontos positivos do jogo, pois você precisará ser muito rápido para conseguir se dar bem sobre as criaturas.

Além de armas, granadas de mão também serão muito úteis, já que os pontos de abastecimento de munição são escassos. Também é importante que o jogador trace uma estratégia para conseguir consumir o menor número de munição na hora dos ataques, mesmo porque os oponentes podem se regenerar!

A regeneração dos monstros é rápida e tempo para se posicionar diferentemente é o que menos rola. Portanto, tente aproveitar o mapa, mais necessariamente os agentes, que serão seus "portais" para uma nova posição - crucial para o ataque final. Com a transmutação, também dá pra ganhar tempo para se esquivar.

O jogo não deixa de ser divertido, porém poderia se tornar repetitivo não fosse a mudança de cenários. Os ambientes das batalhas são interessantes e os gráficos do game são ótimos. A engine lembra a mesma usada nos Final Fantasies mais recentes.

Curiosidade para os marmanjos que adoram um corpo feminino: em The 3rd Birthday, japoneses da Square aproveitaram a malícia e a beleza da personagem para tirarem-lhe a roupa - ou quase isso. Conforme Aya sofre ataques, sua roupa simplesmente se desintegra, deixando-a literalmente de bunda de fora.

The 3rd Birthday não chega a ser um inferno na Terra, mas você vai precisar encarnar o Buda que há dentro de você para encarar alguns percalços chatos e repetições. 

Gráficos: 8,0
Som: 8,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão: 8,5

Nota Geral: 8,5

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